Sonhei

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Sonhei

Um caminho bonito
Levava a uma ribeira.
Via-se uma cascata
De água pura e clara.
Doces plantas e flores
À beira das gotas
Recebiam alimento
Do solo fértil e escuro.
Mais longe se avistava
Uma casinha de madeira.
Nela se entrava
Por uma porta aberta
Para um lar acolhedor.

Alí não vivia ainda ninguém.
Seria o ninho nosso,
Para o amor viver
Na paz de uma visão
E num sonho partilhado.

Foi assim que acordei:
Nos teus braços tinha dormido
Num quarto pequeno e quente.
Teus lábios sorriam
Por ver a felicidade nos meus olhos.
Ali ficaríamos a vida inteira,
Na nossa casinha de madeira.

Dulce Morais

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Necessidades

Art: Gregorio Vardanega Envol Nº 5 http://www.wikipaintings.org/en/gregorio-vardanega

Art: Gregorio Vardanega
Envol Nº 5
http://www.wikipaintings.org/en/gregorio-vardanega

Necessidades

Era preciso
o silêncio para te ouvir.
Era preciso
a tua voz para tudo silenciar.
Era preciso
a água para as lágrimas secar.
Era preciso
a ausência para continuar a amar.
Era preciso
fechar os olhos para te ver.
Era preciso
abri-los para te sentir.
Era preciso
ter-te a meu lado.
Era preciso
ainda continuar.
Era preciso
dizer-te o que calei.
Era preciso
largar-te quando te segurei.

Dulce Morais

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O Resgate

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O Resgate

Perdida estava
Nos meandros da vida
No emaranhado dos caminhos
No cruzamento das dúvidas
Nas obrigações por cumprir.

Encontraste-me
Devolveste-me o sorriso
Despertaste o meu peito
Para o sentir do leito
Dos teus braços doces.

Encontraste-me
E amaste-me
E deste-me
Tudo o que a tua mão segurava
Tudo o que o meu coração aguardava.

Dulce Morais

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O Vôo de um Sonho

Imagem Pixabay

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O Vôo de um Sonho

Um dia sonhei
ser a asa de uma andorinha
para voar até ao Céu
e saber o que habita
por cima das nuvens.
O destino é assim feito,
que asa não fui
mas vento me tornei.
Soprei uma folha
e dela fiz descer uma gota
da maresia
que por ali tinha passado.
Quis bebê-la e desejei
ser joaninha.
Senti as asas
no meu dorso nascer
e o sopro esgotar-se
para outra poder ser.
E hoje posso voar
de um canto a outro do mundo,
e compreendo que não importa
o corpo que me dá o Céu,
porque eu sou e sempre serei
aquilo que escolho.
E quanto ao Céu,
um dia o verei.

Dulce Morais

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Escolha

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Escolha

Deixem-me partir com ele,
Sonhar ainda num futuro comum
E em devaneios continuar
Uma vida a dois repentinamente travada.
Permitam que continue por um tempo
A viver a seu lado,
Em loucuras só de nós conhecidas,
Guardá-lo no peito
E não deixá-lo voar.

Não me digam que é inútil.
Sem ele não posso avançar.
Se o inevitável aceito
Posso ainda atrasar o momento
De vê-lo afastar-se.
E se esse tempo nunca vier
Continuarei a acompanhar
O ritmo deste sonho só meu,
Que outrora também foi dele,
E a viajar aos confins do mundo
Completa, plena e amada.

E se acabar por me perder
E esquecer de viver,
Não tenham dó do que não vivi.
Entre a realidade presente
E o sonho com o ausente
Em plena consciência, escolhi.

Dulce Morais

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Arte

Arte: Salvador Dali

Arte: Salvador Dali

Arte

Do impossível
Resta a saber a cor
Na tela do ser

Dulce Morais

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