Por causa dA Dívida – II

Por causa dA Dívida – II

Bom, gira está ela! Agora saber quanto me vai custar a brincadeira é outra história. Esta gaja não entende nada do que lhe digo. Estou farto de lhe pedir para não gastar tanto,  mas ela não me dá ouvidos. Ela tem sorte é de continuar a excitar-me tanto. Vê-la assim,  enfiada naquele vestido vermelho apertadinho só me dá vontade é de despi-la… mas agora não são horas,  já estamos atrasados para o jantar e não posso chegar muito tarde,  tenho um discurso para fazer.

Agora tenho de tentar concentrar-me no caminho para aquele maldito evento. E lá está ela a dar à língua. Nem sei bem do que me está a falar. Nunca consigo acompanhar-lhe a conversa. Desligo após cinco minutos porque só fala de vestidos,  de móveis novos,  de passeios,  de almoços e jantares com as amigas e sei lá mais do quê. Não quero zangá-la porque tenciono mesmo despi-la ainda hoje quando voltarmos a casa,  mas se não fosse isso já lhe tinha mandado um berro para se calar. Mas enfim, se é o preço a pagar para ela se tornar meiguinha e bem disposta para as nossas brincadeiras nos lençóis,  então vou aguentando.

Afinal,  noto que hoje estou muito guloso. Já vi a Joana à hora do almoço.. mas não comemos… estou sempre disposto para almoços assim,  sempre que ela queira. No entanto,  a Belinha continua a excitar-me. E como! Se não fosse tão sonsinha e não me estivesse a levar à ruína,  ainda poderia amá-la,  mas já é só sexo. Lá nisso ela é boa. E gosta, ainda por cima! Mas, claro, a Joana,  a Andreia e a Sandra vêm completar o quadro. Eu bem sei que se torna quase demais,  mas o que posso eu fazer? São elas que vêm ter comigo! Eu não as procuro. Claro… também não resisto,  mas sou só um homem. Gosto delas todas,  mesmo desta parvinha ao meu lado que ainda não se calou há meia hora que estamos no carro.

Amanhã é dia de contas. Vamos lá ver quanto é que ela gastou. Se ela se atreveu outra vez a gastar mais que o meu vencimento,  sou capaz de a largar. Bem pensado,  sou mas é capaz de a fazer dar cambalhotas na caminha mais frequentemente. Se me leva à ruína,  hei de aproveitar tudo o que ela tem para me dar em troca…

Já estamos a chegar. Já chegaram quase todos,  claro. Somos quase os últimos. Olha,  vejam lá quem está ali; a Marlene… Que boa! Que boa! Tenho de passar pela joalharia para lhe comprar uma prendinha. Há tanto tempo que ela me pediu um anel. Assim sei que ela vai ficar tão feliz que vai querer agradecer…

Dulce Morais

Advertisements
Esta entrada foi publicada em Uncategorized. ligação permanente.

Obrigada pelo vosso comentário!

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s