Por causa dA Dívida – XIV

Por causa dA Dívida – XIV

– Boa tarde, Amiga Alice, que prazer em conhecê-la! Tenho a certeza absoluta de que nos vamos entender bem. Tem um ar simpático!
… e sobretudo não me vais fazer concorrência. Sou muito mais bela e elegante que tu! Pffff… escritoras! Só vivem nos textos e esquecem-se de viver a vida!
– Boa tarde. Tenho muito prazer em conhecê-la também, mas não compreendo bem o teor do seu pedido. Percebi que quer que eu escreva uma história, ou que termine uma história, não tenho a certeza. Vai achar engraçado, mas, ao ler o seu e-mail, até parecia que me pedia para escrever a sua história. Claro, isso não deve ser o que pretende, mas foi o que percebi.
– Ah, mas percebeu bem, querida Alice! Percebeu até muito bem. Deixe-me explicar…

* * *

– Então? Aceita, querida amiga?
– Devo dizer que o seu pedido é estranho. Único. Para dizer a verdade, acho que poderia ser engraçado. Sim, aceito. Mas tenho uma condição.
– Diga querida. Se é uma questão de dinheiro, percebeu que o Marinho e eu estamos a atravessar algumas dificuldades, não é?! Mas só depende de si que isso melhore, claro.
– A minha condição é eu escrever a história como quero e dar-lhe o rumo que eu decidir. Não sou como os seus autores iniciais. Não deixo as minhas personagens interagir comigo. Após esta conversa, não nos veremos e não falaremos mais. Terá de aceitar o que lhe farei viver sem contestar as minhas decisões…
– Ah, mas isso é perigoso para mim, compreende bem, Alicinha. Demos liberdade demais ao João e à Dulce e agora vê em que situação nos encontramos…
– É a minha única condição. Ou aceita, ou vai ter com outro autor.
– Aí está o problema. A Alicinha foi a única que aceitou encontrar-se connosco.
– A decisão é sua.
– Parece que não tenho outra hipótese, não é?! Está bem. Aceito. Mas, diga-me, Alicinha, não nos vai fazer mal, pois não? Compreendeu bem o meu pedido, não é?
– Compreendi bem o seu pedido, cara personagem.
– Então está combinado… se bem que não gosto muito que me chame dessa maneira.

* * *

– Ventoiiiinha!
– Sim, chefe.
– Vá buscar os dois que deixou lá em baixo. Preciso de falar com eles.
– Sim, chefe. É para já, chefe.

– Aqui estão eles, chefe. Acho que não os devemos deixar no mesmo sítio novamente, chefe. O leão estava quase a romper a corrente. É que o bicho tem fome, chefe.
– Não os vamos voltar a fechar lá em baixo, Ventoinha. Vamos pô-los na rua, e é para já! Vá, ponham-se a andar!
Hã?!
– Não ouviram? Já não vos quero ver!
Mas, o que aconteceu para nos deixar sair?
– Novo autor. Novas regras. Nova história. Queixa retirada. Rua!
– JP?
– Sim, D.
– Acho que deveríamos ir embora antes que ele mude de ideais.
– Acho que tens razão. Vamos!

* * *

– Maaaariiiiiinhooooo!
– Sim, Belinha.
– O cartão de crédito foi desbloqueaaaaaado!
– Como conseguiu isso, Belinha?
– Foi a Alice!
– Conseguiu? Conseguiu convencê-la de escrever o fim da nossa história?
– Claro, Marinho. Não duvidava de mim, pois não?
– Belinha, por vezes penso que foi a melhor coisa que me aconteceu.
… e depois lembro-me de que é completamente maluca. Pena não poder mesmo divorciar-me. Iria custar-me dinheiro a mais. E, claro, iria perder as suas brincadeiras horizontais… tem sorte por ser tão liberal!
– Marinho, é mesmo um querido. Sabe, eu acho que nos entendemos bem!

* * *

– Dulce?
– Sim, JP.
– Percebeste alguma coisa do que o maluco do Patilhas disse sobre um novo autor?
– Percebi.
– Então?
– Quem escreve esta história agora é a Alice Ferrier. Já não somos nós.
– O quê? Quem é essa Alice Ferrier?
– Então, JP?! Já não te lembras dos autores que divulgas no teu blogue?

Dulce Morais
————-

No dia 14 de outubro 2011, foi divulgada uma poesia assinada Alice Ferrier no blogue
Mails para a minha Irmã.
A mesma foi mais tarde também publicada no Crazy 40 Blog.
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4 respostas a Por causa dA Dívida – XIV

  1. JP! Acho que tens de comprar óculos! Onde viste que eu duvidava? Escrevi: … também estou curiosa…"E como te atreves a pensar que eu tenho medo?!Venha essa capítulo!

  2. Olá Isa E.! Muito obrigado pelas suas palavras tão simpáticas. Eu prometo ser mais breve a construir o próximo capítulo e a razão é simples: ele formou-se-me na mente assim que li o da Dulce. E prometo também estar à altura da confusão e confundir ainda mais… hahaha… Dulce, como te atreves a duvidar de que vou ser capaz?!… Vou-te retalhaaaaaaarrrr!!! jpv

  3. Isa, muito obrigada pela leitura e pelo comentário!Ainda bem que está a gostar desta história! Admito que eu também estou curiosa por saber como é que o JP vai continuar…Um abraço e até breve!

  4. Isa E. diz:

    Dulce e JP são ótimos! E agora Alice!Vou dizer uma coisa, eu estou me divertindo demais com essa confusão que vocês arrumaram. E quando penso que não é possível ficar melhor…Fico muito curiosa à espera do desenrolar dessa história!Muitos beijos, Dulce!E boa sorte ao JP!

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