La Bombe à Rien


Afin de partager ce petit intermède avec mes lecteurs francophones qui n’ont jamais vécu en France ou dans les pays environnants, il me faut commencer par expliquer ce qu’est “Le Canard Enchaîné“.

Il s’agit d’un hebdomadaire satyrique de gauche, publié depuis 97 ans. Sa longévité est en soi déjà impressionnante; bien peu de journaux peuvent se targuer d’avoir résisté près d’un siècle! En plus d’avoir duré si longtemps, “Le Canard“* – comme il est affectueusement nommé par ses lecteurs – peut se féliciter de ne jamais avoir renoncé à sa ligne éditoriale et à son esprit critique de l’actualité.

Ceci étant précisé, il convient maintenant de rappeler à ceux et celles qui n’auraient pas la mémoire des dates, que la Seconde Guerre Mondiale a pris fin le 8 mai 1945. La France était alors dévastée, les pertes humaines avaient été terribles et le pays était à reconstruire. 

Le 8 août 1945, dans ce contexte de l’immédiat après-guerre, lorsque le moral du pays était encore au plus bas, avant que la reconstruction n’ait débuté et que les plaies du pays n’aient commencé à cicatriser, Le Canard“* a osé la publication dans ses colonnes de l’article qui suit:

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Personnellement, j’admire le courage du journaliste qui a osé une telle histoire. Je salue l’imaginaire et l’audace de Monsieur Henri Rochon.

Je suis d’avis qu’il devrait être obligatoire d’utiliser sa “Bombe à Rien” dans tous les conflits qui déchirent le monde! Ne croyez-vous pas?

dm
————
* En argot français, le mot “canard” désigne un journal de peu de qualité. 
Le fait que l’hebdomadaire ait fait le choix de se nommer de la sorte
illustre bien l’esprit de ses publications.

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6 respostas a La Bombe à Rien

  1. Infelizmente, assim é, Luisa! Mas podemos sonhar que um dia, talvez…

  2. luisa diz:

    O problema é que uma bomba destas não daria lucro. Não daria por certo o lucro que as guerras dão a quem as faz ou a quem as incita. Daí o seu insucesso. Lamentavelmente.

  3. Não sei se a internet e a tecnologia poderão ajudar a evitar conflitos futuros. Pelo menos, acredito que não será possível enquanto elas não estiverem disponíveis para todos. Nos países onde existem confrontos, a informação não me parece estar ao alcance da maioria das pessoas.Veremos se, com o tempo, ajudará as pessoas a conhecerem-se e compreenderem-se melhor e poderá evitar brigas inúteis.Esperemos…Até breve.

  4. Há 43 anos atrás, o pensador indiano Krishnamurti, você o conhece e tal, disse em uma palestra que a guerra somente cessará quando tivermos todos oportunidades de nos conhecermos, pois só assim saberemos que todos nós, independente da nacionalidade, credo, sofremos dos mesmos males (apatia, insegurança, medo…) e temos objetivos iguais (ter paz, saúde, alegria…), quem sabe, não sei, com o advento da internet, esta possibilidade possa vir a ser alcançada. A internet ajudou o presidente da nação mais poderosa a se eleger, pessoas de nacionalidades diferentes e governos que pregam as divisões estão se encontrando cada vez. Bom, é uma esperança. Obrigado a você Dulce, é assim que a gente vai aprendendo.

  5. Caro José Edward, Primeiro, quero agradecer a partilha dos seus pensamentos neste comentário.As divisões sempre existiram e penso que, infelizmente, sempre continuarão a existir. No entanto, penso que depende de cada um de nós fazer com que as diferenças não se tornem divisões! Basta aceitar cada pessoa pelo que ela é, sem preconceito, mesmo se não partilhamos a mesma opinião.É por essa razão que gostei muito de descobrir a publicação deste jornal apenas três meses após o fim de uma guerra terrível. É a prova de que a esperança não tinha morrido!Até breve.

  6. Legal e curativa a ideia em cima de um terrível fato: a guerra, e ela existe, sempre existiu e existirá enquanto houver divisões, e em qualquer nível que seja tal divisão. Somente a união é que poderá trazer paz à Terra. Mas, infelizmente, o nacionalismo, as diferenças políticas, ideológicas, etc., tudo isso é que leva os homens a guerrearem entre si para terem ou manterem-se no poder. A diversidade é uma boa, mas a diferença é que é terrível. O fato dos japoneses terem os olhos puxadinhos não os diminui, enxergam do mesmo modo que os ocidentais; as flores de diversas espécies não competem entre elas para se saber qual é a mais bela entre elas. O problema é a divisão. Estima-se que durante 10 séculos já ocorreram 100 mil guerras, o que dá uma média de 12 guerras por ano, agora mesmo africanos, muçulmanos, judeus, árabes, etc. estão guerreando. Como paliativo, nota dez, amiga. Mas… a guerra taí.

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