Sem Castiçal

A Candle’s Flame


Sem Castiçal

Se a cera forma o meu corpo,
e a mecha me é indispensável,
sou apenas chama que arde,
suspensa no ar que derrete.
Queimo as pontas da vida
numa dança com o vento.
Flamejo ao ritmo do peito
como quem derrama um sentimento
num espaço que foi desfeito.

No fogo e no sangue me faço,
da luz apenas guardo o reflexo.
Derramo o encarnado do sonho
em gestos irreais e apressados.
E reanimo, inconsciente,
Relâmpagos à vida emprestados.

Dulce Morais
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10 respostas a Sem Castiçal

  1. Me fez viajar pensando no fogo e na vida, que sensação louca!eu amo isso!

  2. Uma chama esplendorosa essa sua poesia. Um bju amiga. => Gritos da alma => Meus contos => Só quadras

  3. Queimo as pontas da vida, numa dança com o vento…Gostei do poema. Dulce, um beijo!

  4. E conforme o vento sopra essa chama torna-se mais ou menos intensa, mas não morre. Lindo demais Dulce! Gr. Bj.!

  5. a chama da vela como metáfora da essência da alma e talvez por isso é tão cara para os esotéricos e pelo mesmo motivo a chama da vela nos provoca uma sensação inquietante e de respeito…tão flamejante, tão mutável e tão delicada…será assim a vida?

  6. uma vida assim arde, jamais se queima…

  7. Que bacana, Dulce! Como você transforma sensações em metáforas, metáforas em palavras e palavras em sensações… Muito impressionante…!!! Adoro!!!

  8. Élys diz:

    Avida retratada com uma criatividade flamejante.Muito bonito poema. Beijos.

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