A Terra de Todas as Essências

Arte: Autor desconhecido Fonte: www.alloilpaint.com

Arte: Autor desconhecido
Fonte: http://www.alloilpaint.com

A Terra de Todas as Essências

Quantas partes de ti
deixaste no peito de quem te amou?
Tu, continente devastado,
rico ainda do coração
que bate ao ritmo do teu tambor.

Quantos seres reconfortaste
ao preencher almas perdidas da tua essência?
Tu, terra dos extremos,
dos verdes e dos castanhos
que cegam os olhos de quem não sabe ver-te.

Quantas vidas mudaste
entre as tuas montanhas e a tua savana?
Tu, mundo em movimento
que nunca deixas indiferente.
Do teu povo guarda-se a sorriso
e o brilho no olhar,
a candura e o natural
que encara as ciladas
com resignação e coragem.

E eu? Quantos sonhos deixei em ti?
No solo árido,
nas chamas da tua beleza,
nos corpos por ti levados?

Ainda há em ti
a força brutal da Natureza.
Ainda posso sentir
a doçura da tua ligeireza.
E o peso das ausências
na terra de todas as essências.

Dulce Morais

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6 respostas a A Terra de Todas as Essências

  1. Muito bom, esse poema faz-me associar belas imagens a um continente que nunca vi.

    http://planopalavras.blogspot.pt/

  2. perolazita diz:

    Não há Africano que não tenha saudades.

    Talvez venha a entender.

    Beijo

  3. Isa Lisboa diz:

    O teu poema parece um canto a esse continente que ainda não conheço, mas que as tuas palavras me revelam belo!
    Um beijinho

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