Era uma vez…

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Era uma vez…

Era uma vez
o medo que os anciãos
tentavam combater
à volta da fogueira
na noite em que diziam
adeus à luz.

Era uma vez
uma oração oferecida
pelos pedintes que recebiam
bolos doces em troca
da salvação das almas perdidas.

Era uma vez
uma crença há muito esquecida
que matou inocentes
sedentes de liberdade.

Era uma vez
a tradição de esconder
dos pedintes e mendigos
o rosto atrás de uma máscara
para que nada saia da bolsa.

Era uma vez
travessias tão difíceis
que faziam desaparecer sem rasto
milhares de esperançosos
em busca de um mundo melhor.
E o medo dos que haviam sobrevivido
que eles voltassem assombrar
as colheitas dos que tiveram mais sorte.

E hoje vivo eu
inocente e ignorante
do que aqui trouxe esta tradição.
E brinco de ser
o que outros tentaram esquecer.

Feliz Halloween 🙂

Dulce Morais

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2 respostas a Era uma vez…

  1. Herança aprendida, herança falida. Demais esse poema Dulce! Gr. Bj.!

  2. Dulce, me impressiona bastante esse trecho:
    “E hoje vivo eu
    inocente e ignorante
    do que aqui trouxe esta tradição.
    E brinco de ser
    o que outros tentaram esquecer.”

    Muito bom para refletir!
    Um abraço,
    Manoel

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