Desembainhado – com Isa Lisboa

Arte: A. Van Zile

Arte: A. Van Zile

Desembainhado com Isa Lisboa

De todos os meus dogmas
Me queres expurgar
Mas qual infeliz
Recuso-me a aceitar
Que para um apenas
Há em mim lugar
Cego, não queres ver
Que sempre hei-de escapar

Da insistência nascem as armas
Que contra ti se poderão voltar.
Fecha os olhos e vê
O que só pode sentir-se;
Não há lama no caminho
Iniciado por convicção.
O rio bebido com sede
Seca as lágrimas amargas.

Sei-o,
Nunca conheceste ninguém
Que ousasse
Seguir por caminho desconhecido.
Tu que sempre caminhaste
Sobre tuas certezas
Que te dizem as minhas dúvidas?

Ao duelo se entrega,
No fundo se afoga,
Questões sem resposta,
Nuvens sem um Céu;
Sem o preto, branco não pode haver.
Na incerteza consumida
A fuga enfim se concretiza.

por Isa Lisboa e Dulce Morais

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